Obrigações trabalhistas: saiba mais sobre as obrigações do empregador

Um dos temas mais relevantes da administração é o cumprimento das obrigações trabalhistas. Afinal, ao mesmo tempo em que entregam um valor para a companhia, os colaboradores fazem jus a uma série de prestações.

Nesse sentido, o conhecimento dos encargos deve ser uma preocupação constante. Isso não só para garantir a satisfação da equipe, mas principalmente para evitar processos judiciais.

Por isso, continue a leitura deste conteúdo para entender os principais deveres dos empregadores. Assim, você criará procedimentos mais eficientes para manter a empresa em conformidade com a legislação. Vamos lá!

O que são obrigações trabalhistas?

Os termos da contratação de trabalhadores não podem ser fixados de forma totalmente livre. Os deveres de empregadores e empregados correspondem tanto às prestações acordadas como àquelas previstas na CLT.

Dessa forma, as obrigações trabalhistas são todas as condutas que uma parte dessa relação pode exigir da outra, tenha ela origem no contrato ou na legislação, como fazer, não fazer, dar ou pagar algo.

Quais são as principais obrigações trabalhistas dos empregadores?

Quem contrata deve cumprir com uma série de pagamentos para os empregados e com formalidades burocráticas junto ao funcionário e aos órgãos públicos. As principais obrigações trabalhistas são as seguintes:

Formalização do vínculo de emprego

A assinatura da carteira de trabalho e seu preenchimento são deveres do empregador, bem como a devolução do documento em 48 horas após ser levado pelo empregado.

Jornada de trabalho, saúde e segurança

A empresa deve respeitar o limite de 8 horas de trabalho ou a jornada específica da categoria contratada, a depender do caso. Igualmente, é preciso fornecer e zelar por condições adequadas de saúde e segurança, sendo de sua responsabilidade a concessão dos equipamentos necessários à execução dos serviços.

Pagamento das verbas trabalhistas

A CLT estipula um conjunto de pagamentos recorrentes pelos serviços prestados pelos colaboradores:

  • salário — prestação fixa nunca inferior ao valor do mínimo legal;
  • 13º salário — prestação anual, que, salvo algumas exceções, corresponde a um mês de salário;
  • horas extras — pagamento pelo serviço que excede a jornada de trabalho, correspondente à hora trabalhada acrescida de 50% ou 100% (dependendo do caso);
  • adicionais legais — valores pagos em razão de atividade noturna, insalubre, penosa, perigosa etc.

Concessão de repousos

Os principais períodos de descanso que devem ser concedidos ao colaborar são os seguintes:

  • repouso semanal remunerado — um dia pago sem comparecimento ao serviço, preferencialmente aos domingos;
  • hora de almoço — pausa nas atividades, geralmente de uma ou duas horas durante o expediente;
  • férias — a cada 12 meses de serviços prestados, o trabalhador tem direito a 30 dias de descanso remunerado, que será pago com um acréscimo de 1/3.

Recolhimentos

O empregador deve, mensalmente, descontar o percentual do FGTS do salário do empregado, realizando o repasse à conta do PIS/PASEP. Além disso, a empresa paga o percentual de 20% sobre o total das remunerações ao INSS, correspondendo ao recolhimento previdenciário de seus colaboradores.

Verbas rescisórias

A demissão de um funcionário sem justa causa também gera novas obrigações. Além de pagar o saldo das verbas devidas até o momento (salário, férias, 13º salário etc.), a organização arcará com uma multa de 40% sobre os depósitos do FGTS.

Por outro lado, esse tipo de dispensa deve ser comunicado com antecedência, o chamado aviso prévio. Do contrário, haverá a necessidade de indenizar esse período.

Por que é importante manter as obrigações trabalhistas em dia?

As falhas no cumprimento das obrigações trabalhistas podem trazer consequências jurídicas negativas:

  • possibilidade de rescisão indireta;
  • pagamento das dívidas com juros e atualização em um processo judicial;
  • aplicação de multas pelo juiz trabalhista e pelo Ministério do Trabalho;
  • pagamento de indenizações por dano moral e material.

Sendo assim, é recomendável o acompanhamento desses deveres por profissionais com experiência e conhecimento nessa área, principalmente pelas equipes de Recursos Humanos e de Contabilidade — pois são responsáveis pela apuração e pelo cálculo dos pagamentos.

Uma dica é procurar o auxílio de consultorias externas para evitar o alto investimento na construção de um time interno. Assim, você mantém as obrigações trabalhistas em dia com um custo compatível com as possibilidades da sua empresa.

Agora que você já entendeu a importância de conhecer os deveres previstos na CLT, visite nosso texto sobre os impactos da Reforma Trabalhista e fique atualizado com as mudanças mais recentes da legislação! Boa leitura!

5 passos para fazer um planejamento contábil eficiente

Uma empresa não é capaz de crescer se não criar diretrizes e estratégias voltadas para o seu gerenciamento em curto e longo prazo. Por esse motivo, o planejamento contábil figura entre os aspectos mais importantes para que um negócio mantenha-se em operação e cresça no futuro.

Para auxiliar a desenvolver esse documento tão importante, listamos 5 passos que podem orientar os profissionais da área. Continue com a leitura e confira as nossas recomendações!

1. Avalie o cenário atual

A criação desse tipo plano baseia-se na situação atual da empresa, tanto no ambiente interno quanto externo. Por isso, apure as relações como fornecedores, clientes e concorrentes. É preciso conhecer o volume de receitas comparado com os dispêndios e o percentual de inadimplência percebido.

O gestor deve se perguntar sempre como o seu negócio vai ser afetado pela concorrência, buscando se destacar e oferecer preços e serviços mais competitivos. Quanto aos fornecedores, é preciso identificar quais são os gastos para procurar maneiras de economizar e otimizar processos.

Já o ambiente interno se refere à alocação de recursos de maneira racional, fornecendo orientações sobre como, onde e quando investir parte dos lucros.

2. Estabeleça objetivos e metas

Com os resultados da avaliação em mãos, o gestor tem condições de traçar os objetivos gerais relacionados à contabilidade e finanças. Em termos simplificados, a segunda parte deve focar no resultado esperado e em como ele será alcançado.

As metas são propostas com o intuito de guiar o trabalho de toda a equipe. Assim, elas devem ser factíveis com a realidade da empresa, e é preciso haver real possibilidade de alcançá-las. Acima de tudo, metas devem ser claras e compartilhadas de maneira uniforme entre todos os envolvidos.

3. Crie indicadores de desempenho

O terceiro passo é uma consequência dos objetivos traçados anteriormente. Portanto, a área contábil deve delinear os próprios indicadores para atividades-chave do processo. É preciso avaliar:

  • a receita;
  • o fluxo de caixa;
  • a margem de lucro;
  • os custos operacionais;
  • a incidência de impostos;
  • os custos com a folha de pagamento.

Os resultados obtidos servem para fornecer informações precisas e identificar desvios, por isso, permitem a implantação de melhorias para corrigir problemas.

4. Adote um software de gestão

O controle de custos, a emissão de documentos fiscais e o pagamento de tributos são tarefas fundamentais para manter a empresa em dia com o planejamento contábil. Por esse motivo, os erros devem ser evitados a qualquer custo, uma vez que as consequências podem ser graves.

Uma das recomendações está relacionada à aquisição de sistemas de gestão para a empresa. Com isso, é possível ganhar agilidade ao automatizar processos e evitar erros causados por lançamentos manuais.

5. Revise as informações periodicamente

A natureza desse tipo de planejamento não é rígida e imutável. Muito pelo contrário, os planos mais eficientes são aqueles atualizados e que refletem mudanças importantes sobre o negócio. Um aumento do número de clientes, por exemplo, implica a necessidade de expandir a operação, o que gera mais custos operacionais.

Já mudanças nas regras tributárias podem resultar em economia ou novas despesas para o empreendedor. Por isso, é essencial estar atento às oscilações do mercado e às mudanças no comportamento de consumo dos clientes.

Como você pôde ver, a criação de um planejamento contábil atua com as contingências determinadas para diminuir o impacto e o tempo de resposta em caso de obstáculos. Afinal, não é possível crescer de forma sustentável sem conhecer o funcionamento da empresa e o modo como o mercado se comporta.

Se procura saber mais sobre o assunto, obtenha acesso aos conteúdos da Laborinfor por meio das redes sociais. Siga a nossa página no Facebook e se mantenha bem informado!

4 dúvidas respondidas sobre consultoria contábil

A função da contabilidade é gerar relatórios e informações contábeis de forma clara, precisa e simples. Nesse sentido, a consultoria contábil fica responsável pelo recolhimento e interpretação de tais informações.

Dessa forma, a consultoria é a propulsora para a melhor interpretação das informações de um negócio, a fim de que os gestores possam tomar suas decisões com base na realidade da empresa. Ainda assim, existem algumas dúvidas sobre o processo de consultoria contábil e é por isso que nós preparamos este post. Confira!

1. O que faz uma consultoria fiscal e tributária?

A consultoria fiscal e tributária disponibiliza profissionais especializados para dar suporte aos procedimentos do cliente que a contrata. Sua finalidade é encontrar pontos de melhoria que contribuam para a gestão financeira da empresa.

A partir da contratação desse serviço, podem ser realizadas diferentes atividades, tais como:

  • realização do planejamento tributário;
  • redução legal da carga tributária;
  • análise e avaliação de procedimentos fiscais;
  • aproveitamento de incentivos fiscais.

2. Quando é necessário contar com uma?

Grosso modo, a consultoria contábil é bem-vinda sempre que for necessário realizar algum ajuste das metas organizacionais em relação à sua receita. Essa demanda geralmente acontece a partir da falta de clareza gerencial sobre as informações da empresa.

Entre as principais razões para contratar a consultoria contábil estão:

  • necessidade de adequar a empresa à legislação;
  • não saber diferenciar elisão e evasão fiscal;
  • não ter um especialista em planejamento tributário;
  • estar em dúvida sobre decisões gerenciais (como investir ou cortar gastos);
  • pagamento de altas cargas tributárias, chegando a comprometer a lucratividade da empresa;
  • não conseguir realizar um plano de crescimento em curto, médio e longo prazo;
  • contar com uma gerência generalista, que não domina áreas específicas, como a contábil.

3. Quais são as vantagens da consultoria contábil?

A consultoria contábil é uma forma de agregar valor à empresa, reduzir seus gastos, conquistar maior eficácia na sua administração, gerar credibilidade e até criar um cenário propício para crescer no mercado.

O desempenho das suas atividades permite uma visão abrangente sobre as principais forças e fraquezas de uma empresa. Com isso, ela acaba se tornando mais pontual na resolução de problemas e na proposição de melhorias.

Outros benefícios também podem ser percebidos, como:

  • a redução com valores devidos em forma de tributos;
  • o alinhamento entre os planejamentos tributário e estratégico;
  • as melhores condições para estabelecer desenvolvimento empresarial;
  • a revisão e readequação dos procedimentos internos;
  • o suporte em momentos de crise;
  • a rápida identificação de falhas processuais.

4. Como escolher um serviço de consultoria adequado à empresa?

Para escolher o melhor serviço de consultoria contábil para a sua empresa é importante se manter atento a alguns detalhes.

O principal deles é a experiência de mercado do escritório de contabilidade ou profissional em questão. No entanto, não basta apenas que haja a experiência de mercado, mas sim a experiência no ramo de atividade do seu negócio. Isso faz toda diferença!

Lembre-se de que, quanto mais conhecimento houver sobre o seu ramo de atuação, mais completa será a percepção dos consultores sobre o negócio. Além disso, a probabilidade de que surjam sugestões eficazes de melhoria são bem maiores.

Outra etapa importante é conhecer o método de trabalho e os mecanismos que serão utilizados para atender a sua empresa. Para isso, basta conversar com os responsáveis pelo serviço de consultoria contábil ou com os próprios clientes do escritório, já que a sua reputação é uma ótima fonte de informações.

Se você ficou com outras dúvidas a respeito da consultoria contábil ou acredita que esse serviço é necessário na sua empresa, entre em contato conosco e deixe-nos ajudar!

Projeção de Fluxo de Caixa: saiba o que é e como fazer corretamente

A projeção de fluxo de caixa é um instrumento de grande valor para a administração de empresas. Com ela, o gestor pode se organizar e tomar decisões informadas sobre a manutenção do negócio.

No entanto, mesmo sendo importante, muitos administradores desconhecem essa análise ou têm dúvidas sobre como realizá-la adequadamente.

Se esse é o seu caso, leia o conteúdo a seguir para entender o que é e como fazer uma projeção de fluxo de caixa. Ao final, você terá um conhecimento valioso para empregar no dia a dia da sua companhia! Vamos lá?

O que é projeção de fluxo de caixa?

O caixa de uma empresa é composto pelos valores disponíveis para arcar com despesas, como o dinheiro de contas bancárias, os investimentos liquidáveis em até 90 dias e as quantias mantidas na sede e em filiais.

Nesse sentido, o fluxo de caixa é a movimentação desses valores, ou seja, a entrada e saída de dinheiro da condição de disponibilidade descrita acima.

Por sua vez, uma demonstração de fluxo de caixa é o documento que retrata esse trânsito de quantias em determinado período anterior, ao passo que uma projeção é a tentativa de antever como isso ocorrerá daqui para frente.

Como elaborá-la corretamente?

Para realizar uma projeção de fluxo de caixa, é preciso reunir as informações sobre os direitos e obrigações da empresa ao longo de certo período. Veja as etapas desse procedimento:

Defina o período de projeção

O primeiro passo é definir qual o período abrangido pela análise: semanas, meses ou anos. Normalmente, as projeções retratam um exercício, isto é, o período de janeiro a dezembro, mas nada impede variações em virtude das necessidades de cada negócio.

Identifique os fatores geradores de caixa

Em seguida, é preciso identificar os eventos que produzirão a entrada de valores em caixa dentro do período definido, bem como relacionar o momento em que essa movimentação está prevista.

Alguns exemplos são os juros de aplicações financeiras, aluguéis, parcelas vencidas, indenizações, vendas, descontos de duplicatas etc.

Relacione os fatos consumidores de caixa

Prosseguindo, o administrador precisa relacionar os eventos que levarão à redução dos valores em caixa, nos mesmos moldes da análise das receitas.

Aqui, os exemplos são o pagamento de fornecedores e colaboradores, os gastos com despesas gerais e bens de consumo, pagamentos de impostos, vencimento de multas e outras prestações.

Reúna e estruture as informações

Por fim, partindo do caixa atual, o administrador deve reunir as informações obtidas e calcular a diferença entre entradas e saídas de valores. Por exemplo:

Janeiro

  • entradas: R$ 10 mil;
  • saídas: R$ 5 mil;
  • saldo (entradas – saídas): R$ 5 mil;
  • saldo acumulado (saldo do mês anterior + saldo do mês): x + R$ 5 mil.

Fevereiro

  • entradas: R$ 8 mil;
  • saídas: R$ 4 mil;
  • saldo: R$ 4 mil;
  • saldo acumulado: x + R$ 4 mil.

Março

  • entradas: R$ 7 mil;
  • saídas: R$ 3 mil;
  • saldo: R$ 4 mil;
  • saldo acumulado: x + R$ 4 mil.

Total do trimestre

  • saldo (janeiro + fevereiro + março): R$ 13 mil;
  • saldo acumulado: x (mês de dezembro do ano anterior) + R$ 13 mil.

Para facilitar esse processo, faça o download da planilha de projeção de fluxo de caixa do Sebrae.

Como melhorar as projeções de fluxo de caixa de uma empresa?

A qualidade de uma projeção de fluxo de caixa pode ser aumentada se alguns cuidados durante a sua elaboração forem adotados:

Atualizar as informações

As planilhas com projeções de fluxo de caixa devem estar atualizadas para manter sua aptidão de retratar a realidade. Logo, qualquer mudança em contratos, aumento de gastos e afins precisam ser incluídos no modelo.

Projetar múltiplos cenários

Em projeções mais longas, é comum que o gestor não tenha certeza sobre todas as entradas e saídas do período, como o resultado de um processo judicial, um aumento no número de vendas, a aprovação ou não de um imposto etc.

Por isso, o ideal é realizar mais de uma projeção, considerando cenários favoráveis, intermediários e de crise.

Contratar uma consultoria contábil

Mesmo adotando boas práticas, o administrador deve procurar o auxílio de especialistas. Isso porque uma equipe de contadores experientes evitará erros de estimativa e dará mais segurança às decisões baseadas na projeção de fluxo de caixa.

Veja quais impostos incidem sobre o transporte de cargas

A elevada carga tributária brasileira é uma grande preocupação para empresários que decidem atuar de maneira regularizada. Na atividade de serviços de transportes, por exemplo, existem tributos que incidem sobre as receitas, importação de bens, folha de pagamento e o próprio patrimônio.

Por essa razão, os profissionais da área de logística devem estar bem informados sobre os impostos sobre o transporte de cargas.

Para ajudar com essa tarefa, dedicamos esse espaço para tratar do assunto e esclarecer as suas dúvidas. Continue lendo!

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

O ICMS é um dos impostos mais conhecidos pelos brasileiros e não somente pelas empresas contribuintes. Nesse caso, cada estado tem a liberdade para instituir as próprias tarifas, desde que não ultrapassem o limite instituído por lei.

É determinado que os contribuintes do ICMS são as pessoas físicas e pessoas jurídicas que prestam serviços de transporte interestadual e intermunicipal. São incluídos nessa categoria a movimentação de passageiros, bens, mercadorias ou valores.

Os serviços de telecomunicação, por exemplo, também são tarifados, bem como os serviços de importação.

É preciso saber que não é somente a venda de uma mercadoria que motiva a cobrança do imposto, mas a sua distribuição. Isso quer dizer que transferências de carga entre unidades diferentes da mesma empresa, doação e permuta são tributáveis.

Toda prestação de serviço deve ser registrada em um documento chamado Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e). Com isso, é possível comprovar a prestação do serviço e o recolhimento dos respectivos impostos.

Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza

Entre os impostos sobre o transporte de cargas, o ISSQN de diferencia do ICMS pelo alcance de sua cobrança. O seu fator gerador é a prestação de serviços de transporte, tanto de mercadorias como de passageiros.

Contudo, para que o empreendedor seja obrigado a pagar esse imposto, o serviço deve ser iniciado e finalizado no território de um único município. Esse tipo de frete é chamado de intramunicipal.

A alíquota pode variar entre 2% e 5%, cobrados com base na receita ou no momento do faturamento do serviço.

Programa de Integração Social

O PIS é uma contribuição social instituída por lei federal. O seu objetivo é subsidiar o pagamento de benefícios assegurados aos trabalhadores, como o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial.

As alíquotas cobradas atualmente variam entre 0,65% e 1,65% sobre o faturamento no empreendimento.

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social

Essa tarifa foi instituída em âmbito federal e se enquadra entre as contribuições especiais. Isso significa que os fundos arrecadados são destinados para financiar a seguridade social e os seus programas. É o caso da Previdência Social, Assistência Social e da Saúde Pública.

A cobrança do COFINS é bastante abrangente, afetando empresas de todos os portes e segmentos. A exceção a essa regra são as micro e pequenas empresas credenciadas no regime do Simples Nacional.

Para as transportadoras optantes pelo regime de lucros não cumulativo, a alíquota é de 7,6%. Já as empresas registradas cujo regime de apuração de lucros é cumulativo, incide a cobrança de 3%.

Instituto Nacional do Seguro Social

O objetivo desse imposto federal é angariar os fundos necessários para suportar a Previdência Social, entidade vinculada ao INSS. Com isso, é possível garantir os seguintes benefícios aos trabalhadores:

  • auxílio-doença;
  • salário-maternidade;
  • auxílio-reclusão;
  • pensão por morte.

O recolhimento ocorre por meio de desconto direto na folha de pagamento para os trabalhadores registrados. A situação dos motoristas de transportadoras, contudo, pode ser diferente, pois em muitos casos os condutores contratados são profissionais autônomos e não há vínculo empregatício.

Dessa forma, o gestor que contratou o serviço deve realizar o recolhimento da tarifa de 20% antes de realizar o pagamento pelo serviço de frete.

Para lidar com os impostos sobre o transporte de cargas de maneira eficiente é preciso contar com um planejamento tributário. Muitas transportadoras optam por contratar consultorias especializadas ou criam departamentos dedicados a esse controle. Essa decisão é importante para fornecer uma visão ampla dos tributos que comandam a operação logística.

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Certidões Negativas de Débitos: o que são e como emitir?

As certidões negativas de débitos são documentos exigidos em diversas operações. Logo, quando menos se espera, os administradores podem ser surpreendidos com esse tipo de requerimento.

Ocorre que, diferente do que muitos poderiam pensar, obter uma declaração sobre a situação da empresa não é uma tarefa de outro mundo. Como veremos a seguir, algumas entidades já até disponibilizam o serviço gratuito pela internet.

Sendo assim, leia o conteúdo a seguir com bastante atenção para aprender o que são certidões negativas de débitos e qual o procedimento necessário para sua emissão.

O que são certidões negativas de débitos?

Certidões negativas de débitos são declarações escritas e chanceladas por órgãos públicos ou entidades privadas exercendo função pública, com o objetivo de comprovar a inexistência de dívidas sobre determinada matéria, como FGTS, tributos, dívidas trabalhistas etc.

Esses documentos podem ser requeridos em diversas situações, por exemplo:

  • participação em licitações;
  • auditorias internas e externas;
  • financiamentos;
  • fusão, incorporação e aquisição de empresa;
  • obtenção de benefícios fiscais e sociais;
  • defesa em processos judiciais.

Por isso, a ausência da certidão pode trazer grandes prejuízos para empresa. Alguns casos são o aumento dos juros de empréstimos, a impossibilidade de contratar com organizações públicas, perda de benefícios fiscais, entre outros.

O que é certidão positiva com efeitos negativos?

Em algumas situações, a organização necessita das certidões negativas de débitos, mas não dispõe da quantia para regularizar sua situação junto à entidade responsável.

Por isso, alguns órgãos oferecem a opção de celebração de um acordo, visando o parcelamento da dívida e regularização da empresa. Com efeito, uma eventual declaração permanecerá atestando a existência de dívida, porém, ela concederá os mesmos efeitos de uma certidão negativa.

Como emitir as principais certidões negativas de débitos?

Antes de mais nada, a obtenção de uma certidão negativa passa pela quitação integral de dívidas ou negociação com o respectivo órgão público. Logo após, a emissão exigirá o requerimento em uma repartição ou impressão pela internet. Veja os principais casos:

Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União

O Brasil adota o chamado sistema federativo. Ao lado de um governo central (União) convivem outros governos regionais e locais (estados, municípios e Distrito Federal), tendo cada um deles autoridade legal para cobrar tributos.

Em relação à comprovação de inexistência de dívidas com o governo federal, a declaração necessária é a Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União.

Para obtê-la, basta acessar o site da Receita Federal e informar o número do CNPJ, ou, em caso de problemas, comparecer a uma agência para verificar sua situação.

Certidões de débitos estaduais e distritais

Atualmente, o Distrito Federal e os estados já oferecem o serviço de emissão das declarações pela internet, nas páginas de suas secretarias de fazenda. Essas abrangem principalmente a cobrança do ICMS, principal tributo regional.

Certidão Negativa de Tributos Mobiliários e Imobiliários

Os mais de 5000 municípios do país não seguem uma regra uniforme quanto à emissão de declarações. Por isso, para receber uma certidão sobre os tributos locais, a empresa deve consultar a secretaria de fazenda ou sua página digital, quando disponível.

Certificado de regularidade do FGTS

A Caixa Econômica Federal realiza a gestão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Não ao acaso, a responsabilidade pela emissão do Certificado de Regularidade é exclusiva desse banco público, o que pode ser feito online.

Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas

Esse documento demonstra a inexistência de débitos trabalhistas, decorrentes de condenações nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sua emissão é realizada online pelo site do TST.

Pois bem, agora você já conhece as principais certidões negativas de débitos e os procedimentos para sua obtenção. Se, mesmo assim, houver algum problema, não deixe de consultar o respectivo órgão público para regularizar sua situação.

Caso você tenha alguma dúvida, opinião ou queira compartilhar sua experiência sobre o assunto deste texto, deixe seu feedback nos comentários.

Veja a real importância de trabalhar com a controladoria nas empresas

Muitas vezes, acabamos subestimando os efeitos e a real importância da controladoria nas empresas. Mas a verdade é que ela é a grande responsável pela otimização de processos e pela tomada de decisões mais conscientemente.

Em alguns casos, podemos considerá-la questão de sobrevivência. Lembre-se de que muitas pessoas veem na crise uma oportunidade de empreender e isso faz com que o número de pequenas empresas aumente.

Isso significa que nem todas permanecerão no mercado. É por isso que é um erro acreditar que controladoria é algo somente para grandes companhias. Não importa o tamanho da instituição, a implantação pode ser a chave para a consolidação.

Qual é o papel da controladoria nas empresas?

Como o próprio nome já diz, trata-se de um meio para manter o controle dos processos. A partir do orçamento da empresa e de um planejamento, são estabelecidos padrões de qualidade que devem ser seguidos por todos.

Normalmente, tudo começa por uma estruturação de algumas áreas, como financeira e contábil. O controle de custos torna-se mais apurado e novas diretrizes para precificação podem surgir.

Como integrá-la a outras áreas?

Pode ser que neste momento você esteja se perguntando como ela envolve todos os colaboradores da empresa se, ao que parece, diz respeito somente às áreas ligadas a questões financeiras.

Na realidade, quando um departamento de uma empresa vai bem, é provável que todos os outros também acompanhem. Isso porque uma empresa é um todo que engloba várias partes, e não peças desconexas que atuam sozinhas.

Dessa forma, as atividades desempenhadas pela controladoria atingem também os outros departamentos. Por exemplo, a precificação relaciona-se diretamente ao departamento de vendas. E o combate aos desperdícios envolve todos os departamentos.

Esses são apenas exemplos de como a controladoria engloba todos os setores. Portanto, é importante que todos os colaboradores estejam cientes e trabalhem juntos por um único objetivo.

Como deve ser um profissional da controladoria?

Há quem afirme que o profissional de controladoria nada mais é do que um derivado da carreira de contabilidade. Entretanto, sua atuação envolve mais responsabilidades do que se imagina.

Devem ser pessoas que possuem uma visão ampla do cenário da empresa. Elas precisam ter alguns conhecimentos técnicos relacionados à contabilidade, mas também relativos ao mercado.

Além disso, o relacionamento com os líderes dos demais departamentos da empresa deve ser saudável, visto que o intercâmbio de informações será fundamental no processo.

Como montar um departamento de controladoria?

Contratar pessoas para atuar na área requer grandes cuidados, tendo em vista a importância do departamento para a instituição. Entretanto, além das habilidades que descrevemos acima, o cargo demanda uma boa capacidade de análise.

Buscar profissionais qualificados e experientes na área pode ser o melhor caminho, especialmente quando se trata de um procedimento novo em sua empresa. Uma alternativa interessante é busca apoio em uma empresa de consultoria especializada no ramo, que poderá ajudá-lo a fazer escolhas conscientes. 

Percebeu como é necessário atuar com a controladoria nas empresas? Se você não sabe por onde começar, que tal iniciar pela consultoria para entender melhor o seu negócio? Entre em contato conosco e saiba mais sobre os primeiros passos a serem seguidos.

Reforma trabalhista: mudanças que vão impactar a sua empresa

A Reforma Trabalhista mudará o cotidiano das empresas, principalmente do departamento pessoal. Consequentemente, os gestores devem conhecer as novas regras para tirar o máximo de proveito.

Afinal, a Lei nº 13.467/2017 foi aprovada com o objetivo de flexibilizar regras e aquecer a economia. Assim, ela traz inúmeros mecanismos para otimizar a gestão de pessoas.

Neste post, abordaremos os principais pontos da Reforma Trabalhista da perspectiva da empresa. Continue lendo para entender esse novo cenário!

Criação de novas jornadas de trabalho

A Reforma Trabalhista trouxe novas maneiras de prestar os serviços e facilitou a utilização do banco de horas. Logo, a empresa pode ajustar a contratação de profissionais às suas necessidades.

Regimes alternativos

O gestor poderá contratar pessoas para trabalharem em meio expediente livremente, observando o seguinte: 

  • 30 horas semanais, sem acréscimo de horas extras;
  • ou 25 horas semanais, com até 6 horas extras.

Igualmente, a jornada de 12×36, agora, pode ser implementada para qualquer profissão. No entanto, para isso, será necessária a celebração de acordo com o respectivo sindicato.

Trabalho remoto

O home office foi regulamentado pela Reforma Trabalhista. Nele, o trabalhador executa suas atividades fora do estabelecimento empresarial. Logo, não há controle de jornada, tampouco pagamento de horas extras.

Contudo, o poder de direção ainda é exercido por equipamentos de tecnologia e comunicação. Além disso, o empregado deve assinar um termo de responsabilidade em que se compromete a seguir as instruções da empresa ao realizar o serviço.

Banco de horas

A Reforma Trabalhista facilitou a compensação de horas trabalhadas por dias de descanso. O chamado banco de horas poderá surgir do seguinte:

  • acordo verbal ou tácito para compensação de horas dentro do mesmo mês;
  • acordo individual escrito para compensação de horas em até 6 meses;
  • acordo ou convenção coletiva para compensação em até 1 ano. 

Sendo assim, podemos concluir que a Reforma Trabalhista deve otimizar o uso da mão de obra. Isso porque, ela permite uma contratação compatível com a carga de trabalho da empresa, o que reduz a ociosidade do pessoal.

Facilitação das estratégias de Recursos Humanos

Um segundo efeito importante foi a concessão de maior segurança jurídica às estratégias da empresa. Isto é, a organização pode adotar um plano de carreira ou política de incentivos sem o risco de ser acionada judicialmente.

Plano de cargos e salários

Com as novas regras, uma vez definidas as regras de promoção do plano de carreira, a própria legislação proíbe a equiparação salarial. Logo, os gestores podem aproveitar todas as vantagens de planejar os cargos e salários, sem medo. Por exemplo:

  • melhorar a atração e retenção de talentos;
  • manter a equipe motivada;
  • aumentar a transparência;
  • organizar as funções de cada colaborador na empresa, entre outras.

Por fim, vale ressaltar que, agora, a adoção desse plano independe de qualquer homologação por órgãos públicos ou sindicatos. Basta a previsão nas normas internas da organização.

Políticas de Incentivo

As premiações e bonificações não correm mais o risco de serem integradas definitivamente ao salário do colaborador, ainda que sejam concedidas com habitualidade. 

Logo, valerá o que, de fato, foi acordado entre empregadores e empregados. O que facilita a adoção de políticas de incentivo ao funcionário.

Mudança de procedimentos e rotinas do departamento pessoal

Em meio a muitas mudanças, duas rotinas foram bastante alteradas e merecem ser destacadas neste tópico final:

Concessão de férias 

O departamento pessoal ganhou mais alternativas para organizar as férias dos colaboradores. O novo modelo permite a divisão dos 30 dias de repouso remunerado em até 3 períodos, desde que um deles tenha, no mínimo, 14 dias.

Demissão de funcionários

A primeira mudança no desligamento de colaboradores foi a remoção da homologação sindical. A partir de agora, basta a assinatura de empregadores e empregados para validação do termo de rescisão. 

Outra alteração foi a regularização do desligamento por acordo. Nesses casos, o trabalhador obterá 40% do FGTS e metade do aviso prévio, sem direito ao seguro-desemprego, além das demais verbas. 

Sendo assim, podemos concluir que a Reforma Trabalhista flexibilizou diversos pontos da CLT: das formas de contratação, passando pela execução do contrato, até o seu rompimento.

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Como ter uma gestão da folha de pagamento eficiente?

Mesmo em negócios de pequeno porte, a gestão da folha de pagamento pode ser um verdadeiro desafio para os administradores — aliás, é um dos pontos com maior incidência de erros nas rotinas empresariais.

Essa tarefa exige a organização das informações sobre os colaboradores, bem como um controle financeiro rigoroso. Afinal, manter os vencimentos em dia é a principal obrigação do empregador para com seus colaboradores.

No post de hoje, você encontrará uma série de boas práticas para realizar uma gestão de folha de pagamento mais eficiente. Não deixe de conferir:

Contar com informações corretas

A folha de pagamento deve refletir a realidade, ou seja, o quanto a empresa verdadeiramente tem de pagar aos funcionários e ao governo. Isso porque os responsáveis dependem dessas informações para cumprirem adequadamente suas tarefas.

Um passo importante, portanto, é criar uma rotina de atualização dos cadastros, com o objetivo de eliminar profissionais desligados e revisar valores, se for o caso.

Além disso, a organização precisa contar com um controle de ponto eficiente, principalmente para evitar o pagamento de horas extras indevidas.

O modelo ideal, no entanto, pode variar de acordo com a quantidade de funcionários, mas atualmente já existem softwares mais baratos. Logo, é uma ideia viável para qualquer negócio.

Ter uma conta bancária específica

Uma forte tendência na busca por melhorar a gestão da folha de pagamento é criar uma conta-corrente específica para cumprir as obrigações com os colaboradores.

A prática facilita diversos pontos dessa operação, e apresenta as seguintes vantagens:

  • clareza das informações: a empresa sabe exatamente a quantia disponível para pagar vencimentos, bem como as entradas e saídas de valores;
  • elaboração de prova: a organização terá uma documentação demonstrando seus gastos com funcionários, o que pode ser útil em processos judiciais;
  • facilitação do controle: as informações sobre os pagamentos são encontradas com mais facilidade — tanto por controles internos como por eventuais auditorias.

Planejar o pagamento das principais despesas

Embora todo funcionário gere um custo anual para o negócio, a maneira como os pagamentos são realizados varia bastante. No dia a dia, verifica-se o seguinte:

  • salários, pagos mensalmente;
  • 13º salário, pago geralmente em duas prestações, nos meses de novembro e dezembro;
  • férias, pagas em um dos meses do ano, com adicional de 1/3.

Sendo assim, os administradores devem organizar as receitas, de modo que, no momento certo, existam recursos disponíveis para todas as obrigações. 

Isso pode ser realizado com a reserva mensal de valores para pagar férias e 13º salário ou, até mesmo, de quantias obtidas nos meses de alta do negócio. — fato é que terá de ser feito.

Utilizar um software de gestão

O controle da folha de pagamento exige a prática de ações repetitivas, como realizar cálculos, inserir informações em documentos, formatar arquivos etc.

Por isso, independentemente do tamanho do negócio, é recomendável utilizar um software de gestão para automatizar as principais rotinas e reduzir a carga de trabalho.

Tal medida permite que os profissionais responsáveis foquem em aspectos mais importantes, principalmente em garantir que as informações da folha estejam corretas.

Buscar o apoio de uma consultoria especializada

A implementação de rotinas mais eficientes exige um conhecimento especializado, principalmente noções de contabilidade. Afinal, além de tudo, é preciso entender a situação específica de cada negócio.

Consequentemente, contratar uma consultoria empresarial pode acelerar esse processo de estruturação. O auxílio de profissionais habilitados traz o know-how necessário para definir o que realmente precisa ser feito na organização.

Assim, além de colocar as demais dicas em prática, procure por bons consultores para desenvolver uma gestão da folha de pagamento mais eficiente.

E aí, gostou de nossas dicas? Então compartilhe o post em suas redes sociais e leve essas boas práticas de administração para os seus amigos e seguidores!

Demonstração do resultado do exercício e fluxo de caixa: entenda a diferença!

Quando o assunto é o setor contábil, muitas pessoas o consideram tema complexo e incompreensível. Por causa da sua importância, essa é uma área que não admite erros. Relatórios incorretos podem levar a decisões equivocadas, e a falta de controle fiscal pode resultar em penalizações.

Nomes como demonstração do resultado do exercício (DRE) e fluxo de caixa, muitas vezes, se confundem ou são utilizados como sinônimos. Para aumentar o seu conhecimento sobre esses dois conceitos preparamos este artigo.

A importância dos relatórios contábeis

Frequentemente, as atribuições da área contábil são consideradas somente pelo seu papel no planejamento tributário e no aspecto fiscal de um negócio. Contudo, a sua importância ultrapassa esse conceito e interfere no fornecimento de informações sobre o patrimônio da empresa, contribuindo para a tomada de decisões.

É preciso compreender que as movimentações financeiras em determinado período devem ser registradas, analisadas e consolidadas em forma de relatórios. Existem diversos modelos que fornecem informações distintas conforme a necessidade do gestor. Os exemplos mais comuns são:

  • demonstrativo do fluxo de caixa;
  • demonstração do resultado do exercício;
  • demonstração das mutações do patrimônio líquido;
  • balanço patrimonial;
  • demonstração de lucros ou prejuízos acumulados.

O controle diário representado pelo fluxo de caixa

O fluxo de caixa pode ser compreendido como uma ferramenta de administração financeira que é utilizada para apurar o balanço entre receitas e despesas atuais. Além disso, permite projetar as entradas e saídas para os próximos períodos.

A avaliação correta do fluxo de caixa está entre os principais motivos para o sucesso de um empreendimento e requer muita atenção por parte dos gestores.

Quando utilizado para verificar a saúde financeira do negócio e estimar o prazo de retorno do investimento, o fluxo de caixa tem potencial para fornecer dados claros sobre a performance atual do empreendimentoo.

O desempenho da empresa por meio da demonstração do resultado do exercício

Gestores, investidores, bancos, parceiros e governo têm interesse em conhecer as informações presentes nesse relatório. Isso é devido ao fato de que a DRE expressa a situação de uma empresa e indica as operações financeiras realizadas durante o período em exercício.

Por meio da sua estrutura, é possível confrontar tanto as receitas recebidas como as despesas incorridas e os resultados obtidos após a sua apuração. A formação de lucro é o objetivo central de estabelecimentos comerciais, portanto é fundamental identificar onde os recursos foram alocados e onde poderiam ser mais bem aproveitados.

A emissão da DRE é uma obrigação legal, e estipula que o período apurado deve ser de 12 meses, considerando o princípio contábil do regime de competência. Esse princípio estabelece que as receitas e despesas devem ser registradas no momentos em que ocorrem.

A estrutura da DRE deve ser composta pelos seguintes campos:

Receitas

Obtidas com vendas de mercadorias e prestação de serviços.

Custos

Dedução dos custos de aquisição de mercadorias e pagamento de impostos.

Despesas

Incluem as despesas administrativas, pagamento de salários da equipe de gestão e despesas bancárias.

Participações

Provisiona o desembolso de valores para o pagamento de fundos de previdência, debêntures e rendimento para acionistas.

Ao final do relatório constará o resultado líquido do exercício.

A área contábil pode contribuir para a estratégia da empresa, pois fornece informações precisas e atualizadas sobre o seu desempenho. Isso é possível devido à sua capacidade de oferecer uma análise com o intuito de identificar problemas e desvios, propondo soluções.

Por essa razão, é preciso consultar os relatórios de demonstração do resultado do exercício e fluxo de caixa para avaliar tendências e riscos da atividade operacional para subsidiar a tomada de decisões.

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