CTRC ou CTe: o que é o Conhecimento de Transporte Eletrônico?

As prestações de serviço de transporte de carga exigem a emissão documentos eletrônicos. Muitas vezes, o necessário é emitir o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTRC ou CTe), mas em outras o correto é emitir a nota de serviços.

Além dessa diferença, o CTe possui outras características específicas que devem ser conhecidas pelos empreendedores e profissionais do setor administrativo.

Para explicar a diferença entre os documentos e as características do CTE, produzimos este post. Então, continue a leitura e veja o que você precisa saber sobre o assunto.

O que é o Conhecimento de Transporte Eletrônico?

Esse é um dos tipos de documentos eletrônicos obrigatórios para o registro de transações comerciais. Ele é exigido em todos os transportes rodoviários de mercadorias entre cidades e estados.

Como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o conhecimento gera dois elementos: arquivo XML e documento auxiliar para visualização facilitada dos dados. As diferenças principais entre ambos os elementos são:

  • o arquivo tem valor fiscal, enquanto o Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (DACTE) não;
  • o XML precisa ser armazenado por cinco anos, mas o DACTE não;
  • o arquivo dificulta a visualização dos dados, por ser codificado, e também não pode acompanhar o frete. O documento auxiliar facilita a visualização do CTE e acompanha a mercadoria em trânsito.

Quais são as diferenças entre CTE e nota de serviços?

A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) apenas pode registrar operações tributadas pelo Imposto Sobre Serviços (ISS), de natureza municipal. Em relação a transportes, é emitida apenas quando o frete é entre locais da mesma cidade.

Além de o Conhecimento de Transporte Eletrônico ser direcionado a transportes interestaduais e intermunicipais, ele se diferencia da NFS-e por ser tributado pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). É o imposto estadual que incide sobre comercialização, industrialização e excepcionalmente sobre alguns serviços.

Quais são os benefícios do CTe para a empresa emissora?

Eliminação da espera pela impressão de notas

No modelo anterior ao eletrônico, era preciso pedir uma autorização para impressão de documentos fiscais na Secretaria da Fazenda (Sefaz) e somente depois solicitar a impressão na gráfica.

Além disso, era preciso encontrar uma empresa credenciada pela Sefaz local para imprimir as notas, pois nem todas eram.

Eliminação dos custos de impressão

Papel não é um material de baixo custo. Ou seja, com os conhecimentos manuais, quanto mais emissões fossem feitas, maior era esse custo com gráficas.

Facilitação do armazenamento de documentos

Atualmente basta emitir o CTe e armazenar o arquivo XML fornecido pelo emissor em pasta de computador, mídia removível ou arquivo em nuvem de dados — a melhor prática.

Antes, as empresas deviam guardar volumes de papel que poderiam ocupar peças inteiras em suas sedes. E o mesmo precisava ser feito quando conhecimentos eram recebidos.

Redução da possibilidade de erros de digitação

Os emissores de notas eletrônicas revisam os preenchimentos antes autorizarem a transmissão dos documentos. No processo, se eles encontram erros, principalmente relacionados a números e códigos fiscais, avisam o usuário e não permitem a transmissão para a Sefaz antes da correção.

Simplificação na elaboração de declarações

Documentos eletrônicos permitem que seus XMLs sejam importados para diversos softwares, inclusive para os que geram as obrigações acessórias.

Portanto, basta realizar importações de conhecimentos emitidos ou recebidos para que os layouts das declarações sejam corretamente preenchidos. Muito mais rápido, fácil e exato do que digital informações de notas manuais.

Tem mais alguma dúvida sobre o Conhecimento de Transporte Eletrônico? Escreva nos comentários os seus questionamentos e suas experiências!

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