Projeção de Fluxo de Caixa: saiba o que é e como fazer corretamente

A projeção de fluxo de caixa é um instrumento de grande valor para a administração de empresas. Com ela, o gestor pode se organizar e tomar decisões informadas sobre a manutenção do negócio.

No entanto, mesmo sendo importante, muitos administradores desconhecem essa análise ou têm dúvidas sobre como realizá-la adequadamente.

Se esse é o seu caso, leia o conteúdo a seguir para entender o que é e como fazer uma projeção de fluxo de caixa. Ao final, você terá um conhecimento valioso para empregar no dia a dia da sua companhia! Vamos lá?

O que é projeção de fluxo de caixa?

O caixa de uma empresa é composto pelos valores disponíveis para arcar com despesas, como o dinheiro de contas bancárias, os investimentos liquidáveis em até 90 dias e as quantias mantidas na sede e em filiais.

Nesse sentido, o fluxo de caixa é a movimentação desses valores, ou seja, a entrada e saída de dinheiro da condição de disponibilidade descrita acima.

Por sua vez, uma demonstração de fluxo de caixa é o documento que retrata esse trânsito de quantias em determinado período anterior, ao passo que uma projeção é a tentativa de antever como isso ocorrerá daqui para frente.

Como elaborá-la corretamente?

Para realizar uma projeção de fluxo de caixa, é preciso reunir as informações sobre os direitos e obrigações da empresa ao longo de certo período. Veja as etapas desse procedimento:

Defina o período de projeção

O primeiro passo é definir qual o período abrangido pela análise: semanas, meses ou anos. Normalmente, as projeções retratam um exercício, isto é, o período de janeiro a dezembro, mas nada impede variações em virtude das necessidades de cada negócio.

Identifique os fatores geradores de caixa

Em seguida, é preciso identificar os eventos que produzirão a entrada de valores em caixa dentro do período definido, bem como relacionar o momento em que essa movimentação está prevista.

Alguns exemplos são os juros de aplicações financeiras, aluguéis, parcelas vencidas, indenizações, vendas, descontos de duplicatas etc.

Relacione os fatos consumidores de caixa

Prosseguindo, o administrador precisa relacionar os eventos que levarão à redução dos valores em caixa, nos mesmos moldes da análise das receitas.

Aqui, os exemplos são o pagamento de fornecedores e colaboradores, os gastos com despesas gerais e bens de consumo, pagamentos de impostos, vencimento de multas e outras prestações.

Reúna e estruture as informações

Por fim, partindo do caixa atual, o administrador deve reunir as informações obtidas e calcular a diferença entre entradas e saídas de valores. Por exemplo:

Janeiro

  • entradas: R$ 10 mil;
  • saídas: R$ 5 mil;
  • saldo (entradas – saídas): R$ 5 mil;
  • saldo acumulado (saldo do mês anterior + saldo do mês): x + R$ 5 mil.

Fevereiro

  • entradas: R$ 8 mil;
  • saídas: R$ 4 mil;
  • saldo: R$ 4 mil;
  • saldo acumulado: x + R$ 4 mil.

Março

  • entradas: R$ 7 mil;
  • saídas: R$ 3 mil;
  • saldo: R$ 4 mil;
  • saldo acumulado: x + R$ 4 mil.

Total do trimestre

  • saldo (janeiro + fevereiro + março): R$ 13 mil;
  • saldo acumulado: x (mês de dezembro do ano anterior) + R$ 13 mil.

Para facilitar esse processo, faça o download da planilha de projeção de fluxo de caixa do Sebrae.

Como melhorar as projeções de fluxo de caixa de uma empresa?

A qualidade de uma projeção de fluxo de caixa pode ser aumentada se alguns cuidados durante a sua elaboração forem adotados:

Atualizar as informações

As planilhas com projeções de fluxo de caixa devem estar atualizadas para manter sua aptidão de retratar a realidade. Logo, qualquer mudança em contratos, aumento de gastos e afins precisam ser incluídos no modelo.

Projetar múltiplos cenários

Em projeções mais longas, é comum que o gestor não tenha certeza sobre todas as entradas e saídas do período, como o resultado de um processo judicial, um aumento no número de vendas, a aprovação ou não de um imposto etc.

Por isso, o ideal é realizar mais de uma projeção, considerando cenários favoráveis, intermediários e de crise.

Contratar uma consultoria contábil

Mesmo adotando boas práticas, o administrador deve procurar o auxílio de especialistas. Isso porque uma equipe de contadores experientes evitará erros de estimativa e dará mais segurança às decisões baseadas na projeção de fluxo de caixa.

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